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Jardim Etnobotânico - Medicinas naturais e sagradas. Plantas, ervas, incensos e cultivo de enteógenos e etnobotânicos.

Iboga (Tabernanthe iboga) - 1 muda

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A Iboga é um arbusto nativo da África equatorial, que nasce no vale do rio Muni, nos bosques tropicais do Gabão, no Congo e praticamente em todo território equatorial-oeste do Continente Africano e é utilizado por diversas seitas e religiões africanas, em especial pelos curandeiros, xamãs, mestres e professores da religião Bwiti, originária da República do Gabão.

O arbusto de Iboga chega a medir de 2 até 10 metros de altura, suas flores são brancas e rosadas e seus frutos alaranjados. O componente ativo da planta é a Ibogaína, que se encontrada nas raízes da planta, cujo corte é a base para diversos rituais e também um remédio de aplicação diária na África. Em pequenas doses a Iboga estimula o Sistema Nervoso Central, é afrodisíaca, vigorizante e supressora da fome e do sono.

Fora da África a Iboga está sendo usada no tratamento da adicção, alcoolismo, tabagismo, cocaína, crack, heroína e morfina, garantindo a cura sem os simtomas de abstinência. Sem falar que desintoxica o corpo em poucos dias. Em doses grandes o Iboga nos induz a visões, por isso tem se tornado um elemento central em diversos rituais africanos. Um dos mais conhecidos se chama Bwiti, da etnia Fang. Bwiti significa "liberdade" e se sustenta no consumo de grandes doses de Iboga para acender as visões e assim refletir sobre sua vida e para renascer fisicamente e mentalmente. Nesta ordem de idéias, se relaciona com os temas universais da vida e da morte, e pode considerar uma cerimônia análoga aos desaparecidos mistérios euleusianos da Grécia antiga. Além do uso ritual, a Iboga auxilia no tratamento de desintoxicação e adicção (drogadição).

Em estudos preliminares com ratos, a substância conhecida como Ibogaína confirmou suas propriedades anti-dependência do álcool. O mecanismo pelo qual a substância age no corpo foi identificado, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de drogas para combater o mal. Durante a pesquisa, ratos e camundongos foram induzidos ao consumo de álcool em doses diárias até habituarem-se à bebida. Os testes com Ibogaína demonstraram uma queda efetiva no consumo da substância pelos roedores, diretamente relacionado ao aumento da produção de uma proteína pelo cérebro, o GDNF. A relação entre o GDNF e o controle da dependência permitirá o desenvolvimento de medicamentos para tratar o alcoolismo, sem os efeitos colaterais da Ibogaína.

Em 1901 a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há notícias de que ela teria sido usada no ocidente desde do início do século no tratamento de gripe, doenças infecciosas, neurastemia e doenças relacionadas ao sono.

Em 1962, Howard Lotsof, um jovem viciado em heroína em busca de uma nova droga, acaba descobrindo a iboga. Após uma viagem de 36 horas, relata que perdeu totalmente o desejo de consumir heroína e não sentiu nenhum sintoma de abstinência. Administrou a substância a sete amigos também viciados, e em cinco casos o resultado foi o mesmo.

Em 1983 Lostsof reportou as propriedades anti-aditivas da ibogaína e em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma famacoterapia experimental que faz  uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, haveria uma atenuação severa ou completa dos sintomas de abstinência, permitindo que o dependente se desintoxique sem dor. Em segundo lugar, uma retirada ou perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo.

Os rituais de iniciação da tradição do Bouiti

Atualmente a iboga é utilizada por curandeiros tradicionais dos países da bacia do Congo e na religião do Bouiti na Guinea Equatorial, Camarões e sobretudo no Gabão, onde membros importantes das hierarquias políticas e militares do país são adeptos. Aproveita-se principalmente a casca da raiz mas também atribui-se propriedades medicinais às folhas, a casca do tronco e a raiz. No Gabão, a raiz e a casa da raiz são encontradas facilmente nas farmácias tradicionais e nos mercados das principais cidades. Existe aí uma ONG dedicada inteiramente a iboga. Se mantida a tendência atual, a coleta da espécie selvagem está colocando-a em risco de extinção. Ela é empregada no tratamentos da depressão, como estimulante e afrodisíaco. Na crença dos curandeiros locais, é eficaz também sobre as “doenças místicas”, como é o caso da possessão.

Tonye Mahop, pesquisador do Jardim Botânico de Limbe, conta que “existem vários registros de cura da dependência de cigarro, de mganga (marijuana africana) e de fofo (um álcool local concentrado, feito de vinha de palmeira) com a iboga nos cultos do Bouiti.

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